Consumo Infantil • Obesidade • Alcoolismo • Acidentes
Como pessoas bem intencionadas podem apresentar propostas que levem ao desemprego e ao fim da liberdade de escolha.

Apresentação

O jornalista J. R. Guzzo publicou um artigo na revista Veja intitulado “Um mundo escuro”. Chamava nossa atenção para o perigo dos grupos que pretendem controlar a sociedade, impondo crenças que são só deles. Mais recentemente, escreveu que “uma das atividades que mais crescem no mundo de hoje é a que se propõe a controlar as atividades dos outros – um lobby tão forte quanto qualquer dos que existem e, por isso mesmo, tão perturbador como todos eles”.

Também perturbador, a meu ver, é o fato de que certas crenças conquistam com facilidade parte da opinião pública, que não exerce seu espírito crítico para saber que está diante de raciocínios aparentemente lógicos, construídos sobre premissas falsas.

O consumo, por exemplo, é frequentemente considerado como sinônimo de “consumismo”. Por consequência, a propaganda passou a ser para muitos o patinho feio da sustentabilidade, aquele que também deseduca as crianças, gera alcoolismo, multiplica os acidentes de trânsito, estimula a automedicação e incita a violência familiar, entre outros males da vida moderna.

Um levantamento feito de dezembro/2013 contabilizou 550 proposições legislativas tramitando na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, pretendendo interferir na maneira como consumimos e nos informamos para exercer nossas escolhas. De A até V, pegue o tema que quiser: aleitamento materno, bebidas de todo gênero, alimentos, medicamentos, moral e bons costumes, serviços funerários – para quase tudo existe um projeto de lei, ora julgando que a propaganda vai nos entregar aos demônios, ora pressupondo que ela tem o poder de consertar o que está “errado”.

Este livro foi escrito com o propósito de demonstrar, apoiado na vivência do autor, em depoimentos de estudiosos de várias áreas do saber, em pesquisas científicas e estatísticas de organizações renomadas, o real poder da publicidade sobre as nossas vidas, bem como a liberdade e os limites que ela deve observar.

No final, você verá que a publicidade praticada por nossos pretensos controladores pode ser mais enganosa do que os anúncios que denunciaram nos Procons.

Marcelo C. P. Diniz

marcelocpdiniz@uol.com.br

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